O beneficiamento do minério do amianto crisotila na mina de Cana Brava utiliza exclusivamente métodos físicos, a seco, sem aditivos, em todos os estágios de tratamento.
A seguir são caracterizados, os processos tecnológicos envolvidos:
- Britagem Primária: um britador giratório com capacidade nominal de 1100 t/h, que recebe os blocos do minério bruto provenientes das cavas A e B (ROM), com dimensões de até 1,1 m, reduzindo-os a um tamanho máximo de 30 cm (10 a 12").
- Britagem Secundária: possui duas linhas de operação. A linha é composta de uma peneira vibratória e um britador cônico. O objetivo da planta é o de britar o minério proveniente da britagem primária e separá-lo em duas frações. A fração fina (~ < 30 mm – representa 25% da alimentação) segue direto para a planta de secagem. A fração grosseira (~ > 30 mm – representa 75%), após submentida à britagem secundária para redução da granulometria (abaixo de 100 mm – cerca de 4"), constitui a alimentação da planta de concentração.
- Concentração: possui duas linhas em operação. Cada linha é composta de três peneiras vibratórias, intercaladas com dois impactadores, dois fibrerizadores e duas peneiras giratórias com aspiração. O objetivo básico da concentração é produzir minério concentrado mais rico em fibra e com granulometria adequada ao tratamento das usinas (fração mais fina - < 30 mm), descartando a fração grosseira (> 30 mm – de baixo teor). A fração fina, por ter umidade adequada ao tratamento das usinas, é direcionada ao silo de minério concentrado seco (SMS), que juntamente com o minério secado constitui o concentrado. A fração grosseira constitui o rejeito grosso e é depositado nas bancas de rejeito.
- Secagem: a secagem possui três fornos horizontais tipo rotativo (câmara de combustão e cilindro rotativo) e um forno de leito fluidizado. A fração mais úmida do minério concentrado, que foi separado no peneiramento da britagem secundária constitui a alimentação da secagem. O minério é secado pela evaporação da água, provocado pelo ar quente produzido pelos fornos, em contato com o material. O minério secado, juntamente com o desviado na planta de concentração, seguem para uma unidade de estocagem em silo coberto (SMS).
- Silo de Minério Seco (SMS): depósito coberto cuja alimentação é feita por um sistema tipo Tripper (alimentação em vai e vem), para permitir uma boa homogeneização do minério na entrada. O silo possui em sua base 17 alimentadores vibratórios, que são responsáveis pela retomada do minério, que irá alimentar as usinas de tratamento. As finalidades deste sistema de silagem são as de manter uma reserva estratégica de minério seco, promover a homogeneização do minério, permitir uma alimentação constante às usinas de tratamento e permitir a mistura de vários tipos de minério, para atendimento das metas de produção.
- Usina de Tratamento: a planta de tratamento de concentrado da SAMA, possui duas usinas de tratamento, que são as Usinas 2 e 3 Os objetivos das usinas são os de separar as fibras por comprimento, retirar as impurezas e classificá-las de acordo com a especificação dos tipos de produtos acordados com os clientes. Todo lote de produção é estocado em silos para homogeneização e passa por um rigoroso processo de amostragem e análise laboratorial, antes de ser classificado e liberado para a comercialização.
- Filtro Industrial: toda planta da SAMA, desde a britagem primária até o ensacamento possui filtro para controle de poluição e também para a geração de ar para o processo industrial. O processo industrial para produção de fibras de amianto é a seco, portanto, necessita do ar gerado pelos ventiladores dos filtros, para transporte e separação pneumática. Cada área possui filtros individuais e a capacidade é função do ar necessário para controle de poluição e de processo.
- Rejeitos Industriais: o rejeito, ou seja, material não aproveitado resultante do beneficiamento e que consiste nos resíduos de rocha com baixo teor de fibras, derivados da concentração do minério e da usina de tratamento, é transportado e disposto nas bancas de deposição, para posterior recuperação da área. O controle de perda de fibra no rejeito é realizado por meio de uma usina piloto projetada para recuperação total da fibra contida nas amostras. Após análise há realimentação das informações para as medidas corretivas, se necessário.
|